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EPS é a melhor solução para o nivelamento e regularização de piso

O material é empregado na construção civil para regularizar pisos em milímetros e até metros, resultando em uma obra limpa e rápida, de execução bastante simples

Na construção civil, há várias situações em que o enchimento ou nivelamento do piso é mandatório para responder as exigências do projeto. O poliestireno expandido é material ideal para esse tipo de uso, por suas características. “O EPS cumpre função de elemento inerte, com benefícios superiores quando comparado a outros materiais. Entre eles estão leveza, resistência e conforto térmico, além de promover uma obra limpa e rápida”, comenta a engenheira Karen Peroni Maia, do Grupo Isorecort.

No caso de reformas de residências, é comum que o novo projeto estabeleça o nivelamento do piso de todos os ambientes, como o das áreas molhadas minimamente inferiores ao restante dos ambientes. Com o EPS é possível, também, elevar e destacar determinada área, como a sala de jantar integrada ao living. “A construção de uma casa em terreno acidentado conta com o material para executar os ambientes em platôs, ao invés de nivelar todo o terreno”, diz.

Um tipo de obra que vem se apropriando cada vez mais do EPS é o retrofit de edifícios com alteração de uso. É comum que ocorra a necessidade de alteração de pé-direito ou regularização do pavimento. Foi o caso das obras de adequação de um prédio comercial para o Hospital A. C. Camargo (SP), onde havia irregularidades e diferenças de cotas nos ambientes.

“Nós atendemos a muitos projetos como esse e, também, vários construídos em uma época em que não havia atenção com a acessibilidade. Com o enchimento em EPS é possível construir rampas de acesso, para que a edificação atenda a norma ABNT NBR 9050”, destaca a engenheira. Uso igualmente disseminado na construção civil é a construção de degraus para arquibancadas, a exemplo da obra do auditório do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).
 

Com o enchimento em EPS é possível construir rampas de acesso, para que a edificação atenda a norma ABNT NBR 9050, Karen Peroni Maia

 

Outra situação é quando há necessidade de embutimento de instalações em projetos de reformas ou mesmo corrigir erro de execução da fundação em radier. O enchimento com EPS vai permitir a passagem dos sistemas elétricos e hidráulicos conforme previsto, porém não executada no radier. Essa etapa deve anteceder a realização do contrapiso sobre o poliestireno expandido.

“É a melhor solução para viabilizar essas instalações, sem ter que quebrar a fundação ou, em reforma, o contrapiso”, expõe Maia.


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Informações importantes
 

A primeira informação que vai nortear o projeto e a execução do enchimento ou nivelamento de piso é a altura a ser vencida. “Com esse dado, podemos fornecer as placas para regularizar milímetros e até metros – neste último caso, para elevação de terreno”, informa a engenheira Karen Peroni Maia.

Segundo ela, se a regularização for pequena, como 30 mm, é possível fazer com uma única camada de EPS. Mas, se for de uma altura maior, de metros, será necessário dividir em várias camadas de blocos de EPS para vencer o desnível.

Para a criação de rampas, é fundamental ter a geometria das peças definidas, que serão cortadas na fábrica com a declividade projetada. “Na seção transversal, as peças terão o formato de triângulo”, diz. A obra receberá o EPS nas dimensões exatas, sem necessidade de efetuar os cortes in loco, economizando material.

Informação igualmente importante é o carregamento a que estarão sujeitos o enchimento, o piso e o contrapiso. A carga definirá a densidade do EPS a ser fornecido. “O carregamento é diferente para cada tipo de uso das edificações, inclusive se há maquinário sobre o piso, no caso de indústrias, ou de equipamentos pesados, como os de tomografia e ressonância magnética, nos hospitais e laboratórios”, completa Maia.


Execução do enchimento / nivelamento


A execução da regularização de piso com EPS depende da condição do substrato. “Em se tratando de obra preexistente e com a laje previamente regularizada, as placas de EPS são posicionadas de acordo com a geometria estabelecida em projeto”, ensina.
 

Em se tratando de obra preexistente e com a laje previamente regularizada, as placas de EPS são posicionadas de acordo com a geometria estabelecida em projeto, Karen Peroni Maia


Se as placas tiverem mais de 50 mm, é possível fazer o encaixe do tipo macho e fêmea e, em seguida, executar o contrapiso convencional. Em se tratando de placas sem o sistema de encaixe, será preciso tratar as juntas entre as placas, utilizando argamassa colante antes de fazer o contrapiso.

Em obras nas quais o piso apresenta muita irregularidade, o procedimento é nivelar com um colchão de areia para, depois, posicionar as peças de acordo com o nível que se precisa vencer, finalizando com a execução do contrapiso.

Em regiões mais frias do país, o poliestireno expandido agrega conforto térmico à edificação, evitando que o frio e a umidade que vêm do solo penetrem nos ambientes.

Para mais informações e detalhes técnicos, acesse www.isorecort.com.br.
 

Colaboração técnica
 

Karen Peroni Maia – É Engenheira Civil e mestre em Engenharia de Estruturas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Técnica em Edificações pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Já atuou com projetos de estruturas pré-fabricadas em concreto armado e protendido, acompanhamento de obras e como professora de graduação das Engenharias Civil, Mecânica e de Produção na Faculdade Pitágoras. Atualmente é Engenheira Civil do Grupo Isorecort.


 

 

 

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