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Saiba como montar os painéis monolíticos de EPS na obra

30/09/2019

A execução de paredes utilizando painéis monolíticos de poliestireno expandido é simples. Porém, deve seguir um roteiro de recomendações técnicas e boas práticas. Confira a seguir!

Redação AECweb/e-Construmarket

Painéis monolíticos de EPS são eficientes em reformas (Foto: divulgação/ Grupo Isorecort)

Totalmente autoportantes, sem auxílio de vigas e colunas, com uso similar aos blocos de alvenaria estrutural, os painéis monolíticos de poliestireno expandido (EPS) são indicados para execução de edificações de até dois pavimentos. Quando empregados com a função de alvenaria de fechamento, não há limites de pavimentos. É, também, solução eficiente em obras de reformas e ampliação.

“Por conta de seu baixo peso e facilidade de manuseio, corte e transporte, o sistema assegura maior velocidade à obra, reduzindo/eliminando a estrutura convencional, simplificando e agilizando a fundação, otimizando a mão de obra e viabilizando um cronograma enxuto em prazos e custos”, explica o engenheiro Denilson Rodrigues, consultor técnico do Grupo Isorecort. A seguir, ele detalha o passo a passo da montagem.
 

O sistema assegura maior velocidade à obra, reduzindo/eliminando a estrutura convencional, simplificando e agilizando a fundação, otimizando a mão de obra e viabilizando um cronograma enxuto em prazos e custos, Denilson Rodrigues
 

Fundações

Depois de o terreno ser preparado para a obra, o que inclui limpeza, escavação e/ou aterro, que inclusive pode ser executado com EPS, é definido o tipo de fundação a ser empregado. Para obras com painéis autoportantes de EPS, normalmente são utilizadas fundações do tipo radier. “O usual é empregar concreto fck >=20 MPa, com espessura média de 12/15 cm, assentado sobre lastro drenante de brita, impermeabilizada com manta de PE de 0,2mm. Sobre a manta, temos a armadura do radier, constituída por tela de aço CA-60 soldada simples ou dupla, conforme projeto estrutural. As tubulações de hidráulica, elétrica e outras devem ser posicionadas antes da concretagem do radier”, recomenda Rodrigues.

Podem ser utilizados outros tipos de fundação, como vigas sobre estacas ou sapatas corridas, dependendo do tipo de obra e especificações do projetista estrutural. No caso de reformas e ampliações, os painéis monolíticos podem ser fixados sobre lajes existentes, desde que tenham capacidade de carga condizente.
 

Barras de fixação

De um a três dias após a concretagem, inicia-se a locação/marcação das alvenarias sobre o radier. Os painéis são fixados à fundação pela sua base, com barras de aço CA-50 de 10 mm de diâmetro x 50 cm de comprimento, posicionando o primeiro furo a 25 cm após o ponto de início da alvenaria e os demais furos a cada 50 cm, em ambos os lados. “Essas barras (arranques) são engastadas na fundação, executando um furo com diâmetro de 12 mm x 10 cm de profundidade, e utilizando um chumbador químico, como o compound adesivo ou similar”, orienta.
 

Montagem dos painéis monolíticos de EPS

Os painéis são posicionados entre os arranques da fundação. A montagem deve ser sempre iniciada por um canto, saindo com eles nos dois sentidos para fechar os cômodos. Os painéis são amarrados entre si, com auxílio de peças de reforços em tela eletrosoldada (tipo “I” ou “L”), com arame recozido nº 18 retorcido, de acordo com a especificação do projeto.
 

Alinhamento e prumo

Um dos principais cuidados que a obra deve ter na execução de paredes com painéis monolíticos de EPS é a garantia do prumo das peças. “Elas têm que ficar absolutamente retas, não podem estar inclinadas para frente ou para trás”, alerta Rodrigues. Caso os painéis não fiquem bem alinhados, haverá mais gastos com argamassa, o que resultará em desperdício de material e tempo, além de acrescentar peso às paredes.

Ele ensina que, para alinhar os painéis, são utilizadas réguas de alumínio (ou madeira aparelhada), formando duas linhas na horizontal: a primeira a 40/60 cm do piso e a segunda a 200 cm da primeira. “Essas réguas serão posicionadas nas duas faces dos painéis, fixando-as umas às outras, por meio de arame recozido, transpassado pelo EPS”, diz. Para o prumo dos painéis, serão utilizadas preferencialmente escoras reguláveis (tipo aprumador metálico, que pode ser locado), na diagonal e perpendicular às réguas (tipo mão francesa).
 

Abertura dos vãos

Os vãos referentes a portas, janelas e equivalentes deverão ser demarcados com caneta/tinta, para execução dos cortes das telas com tesoura para vergalhão ou lixadeira, e das placas de EPS utilizando serra de mão ou estilete. Todas as aberturas receberão peças de reforços em tela eletrosoldada em sua borda (tipo “U”) e nos encontros das extremidades/cantos (tipo “I” a 45°), fixadas com arame recozido nº 18 retorcido.
 

Instalação de esquadrias

Denilson Rodrigues recomenda requadrar as aberturas, com sobras de 2 cm de cada lado, para fixação das esquadrias e batentes, utilizando espuma expansiva de poliuretano.
 

Instalações elétricas e hidráulicas

Os traçados das redes de instalações serão demarcados com caneta/tinta nos painéis. Com o auxílio de um soprador de ar quente, serão abertos os sulcos equivalentes no EPS. Caso seja necessário o corte da tela para a passagem das tubulações, deverá ser aplicada uma sobretela de reforço neste ponto.
 

Revestimento dos painéis

A superfície dos painéis deve estar limpa, isenta de manchas e de materiais que possam diminuir a aderência da argamassa. O traço é de 1:3 (cimento e areia, em volume), com 200 ml de aditivo plastificante e 100 g de microfibra de polipropileno por saco de cimento. “A argamassa é aplicada, preferencialmente, com a utilização de projetor pneumático, ou com colher de pedreiro. São, ao menos, duas camadas em cada face do painel: a primeira, com 1 cm até a altura da malha; 48 horas depois, no máximo, é feita a segunda aplicação com 2 cm de espessura”, ensina.

As mestras ou o taliscamento servem para demarcar as áreas de projeção, delimitando a espessura final da argamassa e como apoio para a régua utilizada no sarrafeamento. As mestras devem estar alinhadas e aprumadas, para garantir o acabamento da camada de argamassa e sua espessura mínima. “A projeção começa sempre de baixo para cima, entre as mestras ou taliscamentos, em quantidade suficiente para o preenchimento, sem excesso e de forma a evitar o retrabalho”, diz o consultor, reforçando que a espessura total de 3 cm de argamassa é obtida por camada, sendo que cada uma deve ter, no mínimo, 0,5 cm e, no máximo, 2 cm.

Após a projeção, é feito o sarrafeamento com régua de alumínio, no sentido vertical e de baixo para cima, evitando que a argamassa excedente caia no chão. Esse primeiro sarrafeamento tem como objetivo principal retirar o excesso de material projetado na parede e promover uma regularização inicial. Se for verificada a existência de falhas na aplicação da argamassa após o sarrafeamento, é preciso refazer a projeção, corrigindo as irregularidades. “É recomendada a cura úmida, molhando as paredes por, pelo menos, três dias após o revestimento, com uso de mangueira com projeção da água em forma de chuveiro. O procedimento evita o aparecimento de fissuras por retração”, fala Rodrigues.
 

Lajes

A laje recomendada será a pré-fabricada treliçada com EPS unidirecional ou bidirecional, que distribui as cargas uniformemente em todas as alvenarias. As especificações e dimensionamentos devem estar de acordo com o projeto, sendo indicada, no máximo, a execução de duas lajes, sem a necessidade de acréscimo de estruturas auxiliares (vigas ou pilares).
 

Acabamentos

Os painéis monolíticos de EPS recebem qualquer tipo de revestimento. “Os acabamentos seguirão os mesmos moldes das construções convencionais. Podem ser utilizadas diversas texturas, molduras e padrões de cores”, conclui Denilson Rodrigues.

Os acabamentos seguirão os mesmos moldes das construções convencionais. Podem ser utilizadas diversas texturas, molduras e padrões de cores, Denilson Rodrigues
 

Monopainel® Isorecort (box)

O Grupo Isorecort desenvolveu o Monopainel®, com núcleo composto por uma placa de poliestireno expandido (EPS) do tipo “F” (tendo como opção o uso de placas em espuma rígida de poliuretano ou poli-isocianurato) – com aditivo retardante à chama. Sua densidade fica entre 10 e 12kg/m³ e medida padrão de 1000 x 80 x 3000 mm (alvenaria autoportante) ou 1000 x 50 x 3000 mm (alvenaria para fechamentos de vãos/divisórias e/ou muros), com outras espessuras e alturas, disponibilizadas mediante consulta.

Em ambas as faces, o Monopainel® Isorecort Standard é recoberto com telas metálicas eletrosoldadas tipo Q-61 (CA-60 150 x 150 x 3,4 mm), com distanciadores plásticos tipo DI, que garantem o posicionamento das telas a 10 mm das placas de EPS do núcleo. As telas metálicas são travadas entre si, através da inserção de pontos de amarração, executados com arame galvanizado de 2,7 mm, conferindo rigidez e leveza ao conjunto.

Depois de revestido com 3 cm de argamassa em cada face, o Monopainel® pesa, em média, 120kg/m², reduzindo as cargas totais da edificação em cerca de 50%, com reflexo direto sobre as estruturas e fundações. Entre seus benefícios, o conforto térmico proporcionado aos ambientes internos, assegura diferença de temperatura de até 30%, comparado à temperatura externa.

Para conhecer mais sobre o Grupo Isorecort, acesse o site www.isorecort.com.br

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