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Execução de shafts é simples, mas demanda atenção

05/08/2019

Caso o procedimento seja realizado de maneira equivocada, pode ser necessário derrubar a estrutura já construída e ter de recomeçar do zero. Conheça as diferenças entre os sistemas convencionais e os industrializados, entre os quais está o shaft em EPS

Vinicius Veloso

Execução de shafts é simples, mas demanda atenção Shafts facilitam o acesso às tubulações (foto: divulgação/Grupo Isorecort)

Prever a existência de shafts em sistemas hidrossanitários elimina a necessidade de quebrar paredes para realização de manutenções no seu interior. Capaz de facilitar o acesso às tubulações, o elemento construtivo está presente tanto em empreendimentos multipavimentos quanto nas edificações térreas.

O shaft precisa ser corretamente dimensionado já na etapa de projeto, afinal, sua especificação demanda certas adequações. “Determinar o local exato de instalação é importante, pois, com base nessa informação, o especialista responsável consegue indicar onde ficará na laje o vão de passagem para os encanamentos”, exemplifica Edivaldo Ferreira da Silva, instrutor de formação profissional da Escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo.

"Determinar o local exato de instalação é importante, pois, com base nessa informação, o especialista responsável consegue indicar onde ficará na laje o vão de passagem para os encanamentos", Edivaldo Ferreira da Silva
 

A partir de projeto devidamente elaborado, a execução do elemento construtivo tem que seguir exatamente aquilo que foi planejado. Falhas comuns, como a furação em pontos errados e imprecisão na realização das vedações, costumam significar retrabalhos, que consomem recursos e tempo. Em algumas situações, chega a ser necessário derrubar a estrutura já construída e ter de recomeçar do zero.

shafts Foto: divulgação/Grupo Isorecort
 

O passo a passo da instalação

O tamanho das furações nas lajes deve seguir as dimensões das tubulações que serão empregadas no sistema hidrossanitário. Essa etapa da instalação do shaft é a que concentra a maior quantidade de erros, principalmente, em obras residenciais. É comum que as aberturas sejam realizadas na posição ou com diâmetro que não condiz com o projeto. Quando isso acontece, a solução é vedar com cuidado os vãos incorretos e realizar novas furações.

Não existe tamanho padrão para as aberturas, pois cada instalação necessita de um determinado tipo de cano. A tubulação empregada em condomínios, por exemplo, é diferente daquela indicada para empreendimentos térreos. Após a passagem do sistema, deve ser realizada a vedação do espaço entre a laje e o encanamento. “O uso de silicone é boa opção para evitar a ocorrência de infiltrações no futuro”, recomenda o professor.

"O uso de silicone é boa opção para evitar a ocorrência de infiltrações no futuro", Edivaldo Ferreira da Silva
 

Alternativa para a realização da vedação é a espuma de poliuretano, material que pode facilmente ser retirado durante a realização de alguma manutenção. No entanto, o produto não é indicado para situações em que as instalações que passam pelo shaft estejam propensas a incêndio — como no caso de circuitos elétricos. Além de inflamável, o poliuretano libera gases tóxicos ao entrar em contato com o fogo.

A passagem de fluídos pelo interior da instalação hidrossanitária gera movimentos que, com o passar do tempo, são capazes de danificar o sistema. “Para evitar esse tipo de problema, é fundamental fixar a tubulação com abraçadeiras e anéis de borrachas, evitando assim as vibrações”, destaca Ferreira. A ausência dessa solução simples pode exigir, no futuro, a troca de um cano trincado — trabalho que acaba tendo custo bem maior.

Quando posicionados nos banheiros, os shafts pedem também outros cuidados durante seu processo executivo. “Por se tratar de ambiente bastante úmido, é preciso ter sempre atenção com as vedações, eliminando qualquer fresta que permita a passagem da água em estado gasoso. Em alguns casos, inclusive, há a necessidade de impermeabilizar a frio ou a quente”, afirma o docente.

De acordo com Ferreira, durante a execução do shaft em edifícios industriais deve ser realizada a pintura das tubulações que passam pela estrutura. “As cores representam os tipos de fluídos conduzidos, conforme determina a ABNT NBR 6493 — Emprego de cores para identificação de tubulações industriais”, destaca o docente, lembrando que as instalações no interior dos shafts devem conter controladores de fluxo para uso em eventuais necessidades.

shafts-de-eps Foto: divulgação/Grupo Isorecort
 

Sistema convencional x industrializado

Além das instalações convencionais, atualmente, o mercado oferece shafts industrializados que chegam prontos ao local da obra. “A principal diferença entre os modelos é que o executado no canteiro é feito em madeira ou na própria alvenaria, tendo uma porta de acesso para ambos os casos. Já os sistemas industrializados podem ser de materiais acrílicos ou fibra de vidro, resultando em produto mais leve e com melhores acabamentos”, compara Ferreira.

Outra opção industrializada são os shafts em poliestireno expandido (EPS). Por ser composta de material facilmente recortado, a solução é capaz de se adequar aos mais diferentes tipos de instalação. A moldagem simples do material permite também que qualquer ajuste com relação às dimensões dos furos seja realizado de maneira mais tranquila na própria obra, evitando retrabalhos.

Como o EPS é material que não serve como base para proliferação de fungos e outros microrganismos, pode ser especificado para ambientes úmidos, como os banheiros. O uso do poliestireno expandido em shafts está de acordo com os padrões da ABNT NBR 11752 — Materiais Celulares de Poliestireno para Isolamento Térmico na Construção Civil e Refrigeração Industrial — Especificação.
 

Acabamento da solução em EPS

O shaft em EPS não necessita de chapisco, o que permite que o acabamento (azulejo ou equivalente) seja aplicado diretamente sobre ele. Quando executada da maneira adequada, a solução tem total integração visual com o restante da parede. Já no caso de manutenções, a peça de poliestireno expandido retirada para permitir o acesso às tubulações é colocada novamente no shaft ao fim do trabalho, o que evita desperdício de material.

Mesmo com um pedaço colado (com uso de espuma expansiva) depois de resolvido o problema nas tubulações, o shaft em EPS recebe um novo azulejo que deve ser fixado com argamassa AC II. Finalizada a aplicação do rejunte, a parede volta a ter uma unidade visual, da mesma maneira que existia antes da realização da manutenção, mantendo a estética do ambiente.

Para conhecer mais sobre o Grupo Isorecort, acesse o site www.isorecort.com.br

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