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Laje de EPS é indicada para diferentes tipos de construções

22/07/2019

Uso do poliestireno expandido em lajes oferece uma série de vantagens, como conforto térmico para o ambiente interno e redução de cargas nas estruturas

Vinicius Veloso

Laje de EPS é indicada para diferentes tipos de construções Lajotas de EPS garantem lajes mais leves (foto: divulgação/Grupo Isorecort)
 

Nos últimos anos, o poliestireno expandido (EPS) revolucionou a execução de lajes. É usado na forma de lajotas em substituição às tradicionais peças cerâmicas e, também, na produção de concreto leve, no lugar dos agregados. Ambos os sistemas reduzem o peso total da laje, diminuindo a carga exercida sobre estruturas e fundações. O poliestireno expandido cumpre, ainda, o papel de isolante térmico e contribui para o conforto do ambiente interno.
 

EPS, elemento inerte

Sem função estrutural, as lajotas de EPS, assim como as cerâmicas, atuam como elemento inerte nas lajes nervuradas. Comparativamente, o poliestireno expandido resulta em economia de materiais, como concreto, madeira e aço. “Entre as vantagens, também é possível mencionar que as lajotas de EPS não quebram durante o transporte e montagem. Além disso, eventuais adaptações das peças podem ser realizadas por meio de cortes com o serrote”, destaca o engenheiro Enio Canavello Barbosa, vice-presidente de Relacionamento da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece).

"As lajotas de EPS não quebram durante o transporte e montagem. Além disso, eventuais adaptações das peças podem ser realizadas por meio de cortes com o serrote", Enio Canavello Barbosa
 

A solução pode ser especificada para qualquer construção, seja ela residencial, comercial ou industrial. O material é empregado em imóveis mais baixos por facilitar o içamento e a montagem. “Ele é muito utilizado na construção de lajes em residências, lojas e pequenos galpões, por dispensar o uso de fôrmas de madeira”, destaca o profissional. Nas edificações baixas que têm o poliestireno expandido na cobertura e cargas acidentais em torno de 200 kg/m2, as fundações podem ser reduzidas em torno de 10% em função do partido arquitetônico e vão das lajes.
 

Características técnicas das lajes de EPS

Com lajotas de poliestireno expandido, é possível projetar tanto estruturas unidirecionais quanto bidirecionais. “A opção por um ou outro tipo está associada aos vãos. Nas lajes com geometria que se aproximam do formato quadrado são empregados os modelos bidirecionais. Em ambos os casos, apesar de mais leves, a estrutura é altamente resistente”, comenta o engenheiro.

De acordo com Canavello, nas lajes pré-fabricadas com uso de lajotas de EPS, é possível vencer vãos próximos de 12 m. “Já na opção de lajes nervuradas com enchimento de poliestireno expandido com protensão nas nervuras, podem ser executados vãos de 20 m”, complementa.

laje-de-eps Foto: divulgação/Edatec
 

EPS ou cerâmica?

Além de cumprir função de barreira térmica sem a necessidade da aplicação de mantas, as lajotas de EPS apresentam outras vantagens em relação às tradicionais peças de cerâmica. Por seu peso reduzido, possibilitam maior eficiência tanto no transporte quanto na execução da obra. Também colaboram para a segurança do trabalhador, pois, ao cair de grandes alturas, o EPS não cria estilhaços como acontece com a cerâmica.

Outra diferença está no descarte de ambos os materiais. Enquanto a cerâmica tem reciclagem difícil, o poliestireno expandido é totalmente reutilizável. Os resíduos oriundos de cortes podem ser encaminhados para usinas que os transformam em novos itens. O EPS ainda colabora com o meio ambiente de outras maneiras, por exemplo, reduzindo a necessidade do uso de ar-condicionado.
 

Particularidades do poliestireno expandido

As lajotas de EPS têm dimensões que variam de 65 até 250 mm. O peso das peças tem relação direta com a espessura, porém é sempre menor se comparado com modelos semelhantes de elementos cerâmicos. Por exemplo, uma laje de 200 m2 com poliestireno expandido da tipologia H9 chega a ser 10 toneladas mais leve do que uma estrutura semelhante executada com lajotas cerâmicas do tipo H8.

concretagem-laje-de-eps Foto: divulgação/Edatec
 

Concreto leve para lajes

O poliestireno expandido é utilizado na produção de concreto leve, substituindo o agregado graúdo e parte do miúdo, com tamanhos controlados, em diferentes diâmetros, compondo a granulometria para o uso em lajes. “O estudo do empacotamento de partículas é imprescindível para otimizar a dosagem, trazendo benefícios como aumento de coesão, resistência, redução de exsudação, segregação e consumo de cimento”, diz a professora Elizabeth Montefusco, docente do Instituto Mauá de Tecnologia.

Homogeneamente distribuído, o agregado de EPS atua como incorporador de ar na resistência do material. “Portanto, a análise de resistência é fundamental, para viabilizar sua escolha em projeto”, observa ela.
 

Características do concreto leve

“Entre as características da estrutura executada com concreto leve estão a baixa massa específica, reduzido tempo de cura e pouco tempo para desmoldagem”, expõe a professora. O concreto leve apresenta maior fluidez do que o concreto convencional; elevado isolamento térmico e acústico; e altos valores de resistência mecânica para emprego estrutural. “Concreto com agregados leves (EPS) em uma estrutura implica em custo total menor, em função da redução de peso próprio e dos custos da fundação”, complementa.

"Entre as características da estrutura executada com concreto leve estão a baixa massa específica, reduzido tempo de cura e pouco tempo para desmoldagem", Elizabeth Montefusco
 

Apesar de apresentar porosidade que permite a penetração de CO2 até determinada profundidade, devido ao seu teor alcalino, não há diminuição do PH. Essa característica evita, portanto, a despassivação da armadura de aço, resultando em maior vida útil da laje quando comparada com concreto convencional. “Já uma desvantagem seria a resistência inferior daquela apresentada pela solução tradicional”, informa Montefusco.

O processo para produção do concreto leve é semelhante ao do convencional, utilizando misturadores, como caminhões betoneiras. “Deve-se ter atenção quanto ao lançamento do concreto leve por bomba, para execução da laje, de maneira a não haver obstrução dos dutos”, recomenda a docente, ressaltando, ainda, a atenção com o tempo de uso dos vibradores de imersão para garantir adequada energia de adensamento, quando necessário.

Para conhecer mais sobre o Grupo Isorecort, acesse o site www.isorecort.com.br

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