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Arquibancadas de auditórios do ITA são construídas com EPS e concreto

04/06/2019

Por sua leveza, o material cumpriu desempenho ideal, evitando sobrecarga nas lajes steel deck. Com suporte do Grupo Isorecort, foi possível modular as peças do enchimento dos seis degraus e reaproveitar as sobras, evitando desperdícios


Foram fornecidos 1.530 blocos de EPS (foto: divulgação/Grupo Isorecort)

Concebido a partir de conceitos sustentáveis, o prédio recém-construído do Departamento de Ciências Fundamentais do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), faz parte do programa de expansão do campus da instituição. A obra executada pela MPD Engenharia em estrutura metálica e lajes em steel deck tem área total de 18.705 m². A construção dos degraus dos dois auditórios – Harvard I e II – utilizou EPS do Grupo Isorecort como enchimento, reduzindo o peso sobre as lajes.

São salas espelhadas, exatamente iguais em desenho e área, com 261,40 m². Ambas têm arquibancadas em arco e receberam mobiliário destinado aos alunos para aulas e conferências. Foram preparadas com infraestrutura elétrica e de pontos de dados para mídias, além de cuidados acústicos.

Enchimento com EPS

O engenheiro Benjamin Franco, responsável técnico pela obra – que se iniciou em fevereiro de 2015 e foi concluída em dezembro de 2017 -, conta que quando a MPD recebeu o projeto detalhado dos auditórios, constatou a necessidade de construir os desníveis da arquibancada sobre o steel deck. “Mas não poderíamos sobrecarregar muito a laje, o que foi solucionado com a especificação do EPS para o enchimento dos degraus. O material nos permitiu significativa redução da carga sobre a laje, em comparação ao que seria se utilizássemos argamassa”, relata.


Foto: Divulgação/MPD

Desafio

O maior desafio foi configurar os enchimentos dos seis patamares com formato de arcos. “Tínhamos que construir uma base estável e eficiente para receber o mobiliário e o público. O que foi feito através de estudo prévio para os cortes do EPS”, destaca, explicando que o Grupo Isorecort ajudou a engenharia a desenvolver a modulação e o encaixe das peças.

“Mais do que qualquer outro material, o isopor facilitou a tarefa de corte feito no canteiro pela nossa equipe”, diz Franco. A modulação permitiu que o EPS fosse recortado em curva, de acordo com as medidas dos degraus, que têm 0,17 m altura x 1,50 m de profundidade. O estudo previu, também, o aproveitamento das sobras de corte, evitando perdas de material.

Execução

O EPS fornecido para os dois auditórios foi do tipo 6 com densidade mínima de 25 kg/m³, num total de 1.530 blocos de 1 m x 1 m x 0,17 m. A execução envolveu o posicionamento das peças, seu intertravamento e o aproveitamento dos recortes. “Além de respeitarmos a especificação do EPS para suportar as cargas do auditório, usamos uma cola especial para unir as peças desse ‘quebra-cabeças’ da arquibancada”, diz Franco.

A laje concretada e curada foi lavada para a retirada de todas as suas impurezas. Depois de colocadas lado a lado, as peças de EPS foram coladas sobre a laje, assim como as suas interfaces, formando um maciço único de EPS. “Geramos, assim, um ponto de ancoragem”, observa. A ação foi repetida, camada por camada, até o sexto degrau da arquibancada.

Concluída a instalação, o maciço de EPS foi coberto por uma malha metálica com espaçador e posterior concretagem, envelopando totalmente esse enchimento de isopor. Fôrmas de madeira nos espelhos dos degraus colaboraram para a resistência mecânica e acabamento da arquibancada. Foram deixados espaços para a passagem do cabeamento de dados e de elétrica. “Chegamos, assim, a um contrapiso estruturado para receber o esforço mecânico do mobiliário e da circulação de pessoas”, diz. O acabamento do piso dos auditórios seguiu o de todo o empreendimento, em full flake à base de resina, monolítico.


Foto: Divulgação/MPD

Segundo o engenheiro, o Grupo Isorecort foi contratado pela MPD Engenharia para fornecimento de EPS por já ter atuado em parceria em outros projetos. “Quero destacar o excelente comprometimento da empresa, que nos deu total suporte técnico. Principalmente, no estudo da modulação das peças de EPS e, também, no máximo aproveitamento das sobras, otimizando as perdas. O Grupo Isorecort cumpriu todos os prazos e entregou os laudos, certificando a especificação do EPS e, ainda, indicou a cola que deveríamos utilizar”, conclui Benjamim Franco.

Para conhecer mais sobre o Grupo Isorecort, acesse o site www.isorecort.com.br.

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