Abiquim 50 anos

Notícias

Tinta à prova de pichações e paredes de EPS são novidades de feira da construção

07/11/2014

O setor da construção civil é um termômetro para medir o crescimento e até provocar a alavancada na economia de uma região ou país. Pela importância e sua dinâmica, é um setor que está sempre inovando e criando novos materiais e métodos construtivos. Todos os anos, novidades chegam aos canteiros de obras, como a utilização de poliestireno expandido (EPS) – o popular isopor – para substituir até mesmo lajotas na construção de paredes e até no acabamento, que é o caso de uma tinta à prova de pichações, que pode ser utilizada em qualquer superfície.

Essas são algumas novidades que estão sendo expostas para o mercado capixaba pela primeira vez em uma feira dedicada ao setor, a Expo Construções, que começou nesta terça-feira, 4, e vai até sexta, 7, no Pavilhão de Carapina, Serra. A feira tem como foco o setor da construção civil capixaba e a maioria dos fornecedores são empresas do Estado, como a Ellu’s Tintas, empresa localizada na Serra, que está lançando no evento a tinta à prova de pichações.

“É um verniz (ou tinta incolor) que pode ser aplicado em qualquer superfície depois de feita a pintura. Para remover as marcas de pichações, basta utilizar um solvente para a limpeza. A tecnologia é brasileira e somos os únicos do Estado a desenvolver esse tipo de tinta. O material suporta todas as intempéries e tem durabilidade de até 10 anos”, disse o diretor da Ellu’s Tintas, Maxwuell Calegario.

A empresa também está levando para o evento mais dois tipos especiais de tinta: uma antimanchas lavável, indicada principalmente para casas com crianças e que também tem é antibactéria e antimofo, segundo afirma a empresa. Já a outra é uma tinta eléstica, impermeável, indicada para pinturas exteriores, que cobre pequenas fissuras de fachada e tem durabilidade de até 10 anos.

Isopor

Outro material que ganhou destaque na Expo Construções é o EPS (isopor). Um estande completamente feito do material (do piso às vigas, passando inclusive pelas mesas, bancos e móveis de apoio) apresenta para os visitantes da feira as várias utilizações do material na construção civil.

Sancas em EPS ao invés das em gesso, por exemplo, garantem um trabalho mais rápido do que com o gesso e sem muita bagunça, afirmou o diretor comercial da Thermopor, Patricio Krohling Gilles. Mas o carro-chefe da empresa é a laje, que pode ser empregada em qualquer tipo de empreendimento, tanto comercial quanto residencial e funciona como isolamento termoacústico, além do material ser antichamas.

Esse tipo de laje, afirma Gilles, impõe menos carga nas estruturas e fundações, o que acarreta menor consumo de aço e concreto em uma obra, além da facilidade de manuseio e menor risco de quebra e perda de material.

Outra novidade da empresa de Viana, que trabalha apenas com EPS, é a telha termoacústica, que pode reduzir de três a quatro graus a temperatura de um ambiente, altamente utilizada em galpões, supermercados e até shoppings. Além dessas funções, o EPS também pode servir como enchimento de estradas, para passar rodovias por cima e até cabeceiras de pontes, afirmou Gilles.

Outra empresa que trabalha com o material é a InConcreto, que criou um sistema construtivo de paredes e lajes que também funcionam como formas para o concreto. Segundo o sócio da empesa, Eric Fombelle, o sistema chega a ser quatro vezes mais rápido do que a construção de alvenaria, que utiliza formas removíveis para moldar o concreto.

“O produto está sendo comercializado no país há cerca de um ano e já foi utilizado para a construção de casas de até quatro pavimento e obras públicas, como creches. Além de servir como forma, o EPS também é um isolante termoacústico e antichamas”, disse Fombelle. A empesa ainda faz a formação de profissionais para aplicar e trabalhar com o material, além de acompanhar a obra no canteiro.
 

 

 

Ver todas