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Aplicação de Geossintéticos em aterro rodoviário ultraleve na aproximação de viaduto

18/09/2014

 

Desde 1971 quando foi desenvolvido o primeiro Geossintético Não Tecido Brasileiro surgiram suas aplicações em rodovias. Geossintéticos têm diversas funções em obras rodoviárias, tais como: reforço de pavimento, drenagem de rodovia, controle de erosão de taludes, adensamento de solos moles e aterros de aproximação de viadutos. Com a evolução na produção dos vários produtos geossintéticos, a segurança na compra de um material de qualidade é imprescindível. Atualmente é feito um controle de qualidade industrial que proporciona produtos capazes de atender solicitações hidráulicas e mecânicas necessárias na maioria dos projetos, permitindo a realização de obras com menor custo e maior segurança. A facilidade de instalação também chama a atenção do mercado, substituindo produtos e métodos construtivos tradicionais e diminuindo o tempo de realização das obras.

É muito comum atualmente a execução de aterros rodoviários no Brasil com a utilização de geossintéticos (geotêxteis, geogrelhas, geocélulas, georredes, geomembranas, geocompostos drenantes etc.), em conjunto com materiais tradicionais (solo, argila, areia, brita, entre outros), porém o método utilizado para a construção de aterros ultraleves, que contam com a utilização de EPS (Blocos de Poliestireno Expandido), ainda é recente no Brasil. Trata-se de uma técnica utilizada e bem difundida há cerca de 30 anos na Europa e na Ásia que tem tudo para ganhar destaque em território nacional.

A execução de aterros com EPS é indicada para locais onde há predominância de solos moles, ou seja, onde o solo de fundação é de baixa resistência e/ou baixa capacidade portante. Essa técnica deve ser executada em conjunto com alguns geossintéticos tradicionais, tais como: geomembrana de PEAD (Polietileno de Alta Densidade), lona especial de PEAD, geotubos e geotêxteis, para a proteção dos blocos de EPS contra umidade e produtos químicos (derivados de petróleo que podem atacar o EPS), proporcionando maior proteção e vida útil à obra.

Devido ao grande fluxo de veículos, principalmente nos finais de semana, na região de Itatiba (SP), surgiu a necessidade da construção de um complexo viário, facilitando o escoamento de veículos no Trevo do Caxambú. Assim, o Consórcio Corredor Dom Pedro I - Rota das Bandeiras (empresa do Grupo Odebrecht), iniciou esta obra em 2013.

A região que compreende o Trevo do Caxambú é predominantemente composta por solo mole, o que propiciou a utilização de blocos de EPS em conjunto com materiais geossintéticos. A primeira etapa de execução do aterro de aproximação do viaduto foi a regularização do solo de superfície com uma camada de material granular (areia), não superior a 0,10 cm.

Neste trabalho, os blocos de EPS de 23 kg por m³ foram encaixados um a um, formando oito camadas de blocos sobrepostos em curva, de acordo com o traçado de projeto da rodovia. A cada duas camadas de blocos de EPS, foram instalados tubos drenos envolvidos por um geotêxtil não tecido para facilitar a drenagem dos taludes.

As laterais do aterro de aproximação foram protegidas por uma lona especial de PEAD, seguidas por uma camada de solo-cimento e finalizadas com concreto projetado. A proteção lateral desse aterro de EPS foi composta basicamente por quatro camadas a saber: 1) lona especial de PEAD, 2) Solo-cimento (com 6% de cimento), 3) Tela Metálica e 4) Concreto Projetado (25 MPa). Posteriormente, os taludes poderão ser cobertos com grama integrando o sistema ao meio ambiente.

Para a proteção superior dos blocos de EPS, foi utilizada uma geomembrana de PEAD de 1,0 mm de espessura, e sobre ela foi construída uma laje de concreto e finalmente o pavimento asfáltico. A lona especial e a geomembrana de PEAD utilizadas na proteção lateral e superior dos blocos de EPS foram fundamentais para garantir a proteção e a durabilidade necessária deste aterro após a construção do pavimento.

A Concessionária Rota das Bandeiras é uma empresa da Odebrecht TransPort, investidora e operadora no Brasil em negócios relacionados à mobilidade urbana, rodovias, sistemas integrados de logística e aeroportos.

Fonte: Revista Fundações & Obras Geotécnicas

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