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Construção sustentável

26/06/2014

CASA & CONSTRUÇÃO - SUSTENTABILIDADE - SÃO PAULO - SP - MAI/2014 - Nº 105 - Pág. 1,5,60 A 63
Emendo como o uso do EPS: o IsoporⓇ pode diminuir os impactos ambientais e os custos durante a obra e gerar ganhos.


A busca por alternativas sustentáveis é uma realidade indiscutível no momento atual. A preocupação com o meio ambiente é tópico obrigatório e deve ser levada em consideração em qualquer atividade. A construção civil é um dos braços mais importantes dessa mentalidade. E não poderia ser diferente. Afinal, a área determina a maneira como as pessoas vivem no seu dia a dia dentro de casa. Uma das soluções que se provou extremamente benéfica tanto para o planeta, de um modo geral, como para os proprietários, é a utilização do EPS, o poliestireno expandido, ou, simplesmente, IsoporⓇ.


O EPS é um material versátil e pode ser utilizado para paredes ou lajes. Nas primeiras, ele é usado como blocos modulares em sistema de encaixe, e nas segundas, mais comum, como enchimento entre os perfis de aço galvanizado.
As vantagens decorrentes do uso do material são diversas. Esse método construtivo garante um conforto térmico maior às residências, já que o EPS consegue isolar a temperatura interna da externa, o que resulta em ambientes agradáveis tanto no frio como no calor. Além disso, o poliestireno expandido também consegue diminuir a propagação de fogo.


É durante a obra, no entanto, que ficam mais claros os maiores ganhos provenientes do uso do EPS, que minimiza o tempo e os gastos por meio da montagem racionalizada de peças leves e facilmente encaixadas e da concretagem feita de uma vez, dispensando formas. "Além disso há redução com gastos de mão de obra, que atualmente representam uma média de 60% do custo total das construções, e não há sobra de material, pois as peças são entregues na quantidade indicada no projeto", explica Débora Rizzo Cervenka, gerente de marketing da BASF. A empresa utilizou o sistema para construir a Casa, a primeira Casa de Eficiência Energética da BASF no Brasil e 10a unidade da empresa no mundo.


Outro ponto a favor é a redução de entulhos e a possibilidade da reciclagem, já que o IsoporⓇ é, na verdade, um tipo de plástico. "Os restos de EPS (aparas, recortes etc.) podem ser destinados à reciclagem e transformados em outros objetos, como materiais de escritório, moldura de quadro, rodapés, entre outros", explica Miguel Bahiense, presidente da Plastivida - Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos.


A importância de um sistema construtivo que minimize os impactos ambientais vem crescendo a cada dia. Prova disso é o aumento do uso do EPS no Brasil. "O consumo aparente (valor da soma da produção e da importação menos a exportação) do produto no país em 2012 foi de 96.000 toneladas e a estimativa para 2013, que ainda não teve seu resultado consolidado, é que chegue a 101.000 toneladas", conta Bahiense.

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