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Saiba como preencher pisos com EPS em grandes obras

20/04/2020

É crescente o número de construções que utilizam o poliestireno expandido (EPS) para o nivelamento de piso. As etapas da instalação dos blocos são simples, inclusive o recorte que não deixa rebarbas

Saiba como preencher pisos com EPS em grandes obras EPS possui leveza, boas propriedades mecânicas e fácil manuseio (Divulgação/Grupo Isorecort)

A Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (ABCIC) concedeu o Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricados de Concreto 2019, na modalidade Edificações, ao empreendimento Royce Connect III, em Santo André (SP). O galpão logístico e edifício multipavimentos projetado pelo arquiteto Fábio Vital, titular da Fator Vital Projetos, Gerenciamento e Consultoria, tem 43.277 m² de área construída. Em um dos andares, foram utilizados blocos de poliestireno expandido (EPS) para o preenchimento do piso, fornecidos pelo Grupo Isorecort.

Quando especificou o EPS, a Fator Vital já tinha experiência com o material nesse tipo de uso, porém em menor escala. “Dessa vez, a proposta foi empregar em área de cerca de 1400 m², em um único pavimento”, diz o arquiteto. Inicialmente, esse andar foi concebido para piso elevado. No decorrer da obra, passou a ter outra destinação e o piso elevado deixava de ser essencial, tornando-se custoso. “De outro lado, tínhamos limites de carga na laje pré-moldada, bem como prazo curto. Nesse sentido, o EPS nos atendeu plenamente”, conta Vital.

Foto: Divulgação/ Grupo Isorecort

Entre as características que tornaram o EPS a solução ideal para a obra, o arquiteto destaca a leveza, as boas propriedades mecânicas, o fácil transporte e manuseio. “As soluções tradicionais para enchimento, ou materiais similares, perdem em questões essenciais como transporte, carga, prazo e trabalhabilidade”, diz, referindo-se a materiais como argila expandida, blocos vazados, blocos expandidos, entre outros.
 

"As soluções tradicionais para enchimento, ou materiais similares, perdem em questões essenciais como transporte, carga, prazo e trabalhabilidade", Fábio Vital


Com os blocos de poliestireno expandido foi possível executar o serviço no prazo estabelecido com a mão de obra já mobilizada na construção, cargas reduzidas na laje, transporte simplificado e acabamento final em material cerâmico, obtendo excelente resultado. “Considerando o formato da planta que é curva, e arremates com pilares, esquadrias e outros recortes ali existentes, a equipe da obra venceu os desafios com facilidade e rapidez”, destaca Vital.
 

"Considerando o formato da planta que é curva, e arremates com pilares, esquadrias e outros recortes ali existentes, a equipe da obra venceu os desafios com facilidade e rapidez", Fábio Vital


Passo a passo
 

O passo a passo da execução de preenchimento do piso com EPS envolveu o dimensionamento do local e dos blocos, recortes, encaixes dos blocos na superfície, lançamento da argamassa, uso de malhas e adequação aos pontos de encontro com tubulações. O arquiteto explica as etapas dessa instalação:

“Para a execução, definimos uma malha para a distribuição das peças em relação às nervuras, que executaríamos sobrepostas às estruturas principais das vigas pré-moldadas da laje. O objetivo foi compreender os possíveis movimentos para a definição de juntas. Após essa análise, definimos a malha metálica para solidarizar-se com as nervuras, pontos de juntas no piso e capa necessária para receber o piso final de acabamento. Onde era necessário, deixamos tubulações embutidas para passagem de infraestrutura elétrica e hidráulica, considerando folgas para eventuais demandas ou ajustes futuros. Elas foram devidamente mapeadas e indicadas no piso.”

Foto: Divulgação/ Grupo Isorecort
 

Outras obras com EPS


O nivelamento do piso dos 17 andares de um edifício comercial na capital paulista, que passou por retrofit para abrigar o hospital A. C. Camargo, também utilizou blocos de poliestireno expandido fornecidos pelo Grupo Isorecort. Neste caso, as lajes estavam 20 cm abaixo da área do hall de elevadores. Foi especificado em projeto o emprego de blocos de EPS 4f com 18 kg/m³, medindo 1 m x 0,50 m, e altura que variou entre 0,13 m e 0,15 m, em função do desnível da laje.

A obra executada pela MPD Engenharia teve passo a passo bastante simples, começando com a montagem dos blocos diretamente sobre a laje. Para encaixe nas pontas do pavimento, foi necessário fazer recortes que, no entanto, não deixam rebarbas. Na etapa seguinte, uma lona plástica cobre os blocos já instalados e uma tela metálica é finalmente colocada, para receber o contrapiso autonivelante. Filetes de EPS com 0,02 m de largura x 0,10 m de altura foram utilizados no perímetro das lajes com a função de juntas de dilatação, entre o piso e a estrutura de concreto do edifício.

Outro case de obra hospitalar que utilizou a solução em EPS foi a do Hospital de Urgências de São Bernardo do Campo, também executada pela MPD. Dos sete pavimentos e dois técnicos, o térreo, segundo e terceiro têm os sistemas hidráulico e elétrico sobre o piso. Para atingir a cota do piso acabado, foi preciso fazer o nivelamento com 1895 m³ de blocos de poliestireno expandido do tipo 4F, com densidade mínima de 16 kg/m³, fornecidos pelo Grupo Isorecort. Medem 1,00 m x 0,50 m, nas espessuras de 0,20 m e de 0,34 m.

Apesar da facilidade de instalação, seguindo idêntico passo a passo ao da obra do Hospital A. C. Camargo, a equipe foi desafiada a recortar os blocos no encontro com as tubulações, que mudavam de diâmetro, comprimento e se dividiam em ramais, cruzando vários sentidos dos pavimentos. O corte do material foi de fácil execução, depois de realizada a modulação dos blocos de EPS por equipe especializada.

Para conhecer mais sobre o Grupo Isorecort, acesse o site www.isorecort.com.br

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