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Casas containers usam EPS para o isolamento termoacústico

11/11/2019

Ambientes de residências e lojas, entre outros usos, construídos com containers de aço galvanizado permanecem com temperatura agradável, protegidos por chapas de poliestireno expandido (EPS)

03/10/2019 - Hosana Pedroso

Casas containers usam EPS para o isolamento termoacústico Casa Container – Granja Viana (fotos: Plinio Dondon)

Na última década, os containers deixaram de ser exclusividade dos navios e passaram a integrar o rol de sistemas construtivos no Brasil, incluindo residências, lojas, colégios e restaurantes, entre outros usos. O conceito evoluiu para a fabricação de novos containers, especialmente projetados para arquitetura e construção civil, como faz o Grupo Lafaete.

Sejam esses ou os marítimos, eles incorporam uma série de tecnologias que garantem beleza estética e conforto.

Para o isolamento termoacústico de paredes e teto, um dos materiais empregados é o poliestireno expandido (EPS). “Todos os nossos containers utilizam o EPS, resultando em importante redução de calor nos ambientes”, afirma Edison Hideo Tateishi, diretor de Operações e de Engenharia da empresa.
 

"Todos os nossos containers utilizam o EPS, resultando em importante redução de calor nos ambientes", Edison Hideo Tateishi


O arquiteto Danilo Corbas, diretor da Container Box, afirma que a solução começa a ser levada a sério pelo mercado da construção civil. “Em 2010, iniciamos o desenvolvimento da técnica ao construirmos a primeira casa – não alojamento – na Granja Viana (SP)”, diz, acrescentando que diversas empresas foram chamadas para participar do projeto, que se revelou um grande sucesso, inclusive na mídia brasileira e internacional.

“Tudo começa com um bom projeto de arquitetura, que se soma aos materiais, para garantir um bom desempenho térmico e acústico da construção”, destaca Corbas. O uso de materiais para o isolamento térmico e acústico das paredes e teto é essencial e compõe com recursos de projeto, como aberturas estrategicamente posicionadas, cores reflexivas, coberturas verdes, telhados brancos, paisagismo. Entre as soluções, o arquiteto opta por telhas térmicas do tipo sanduíche de EPS ou poliuretano. Mas há situações em que emprega telhas de barro ou cerâmica. “Nas paredes, por usar muito o drywall e o woodframe, adoto as mantas de fibras de vidro, lã de rocha, cortiça e tantas outras. E também os painéis de EPS e poliuretano”, conta.
 

"Tudo começa com um bom projeto de arquitetura, que se soma aos materiais, para garantir um bom desempenho térmico e acústico da construção", Danilo Corbas
 

Casa Orleans CuritibaMódulos habitacionais


Na Lafaete, os containers ganharam nova denominação: módulos habitacionais. Seus produtos de prateleira e os produzidos sob projeto têm estrutura em parede dupla de aço, com galvanização superior de 275 g/m², o que garante vida útil de até 100 anos, sem corrosão.

“As chapas de aço recebem tratamento de pré-pintura à base de epóxi, que assegura proteção complementar e melhor aspecto estético. No interior das duas chapas de aço, é inserida a placa de poliestireno expandido, responsável pelo isolamento térmico e acústico. Usamos o EPS 3F, com densidade de 14 kg/m², dotado de propriedade antichama, com espessura padrão de 50 mm”, explica Tateishi.

A face interna da parede pode receber acabamento em drywall, antecedido por painéis OSB, para o travamento do conjunto e instalação do sistema elétrico embutido.

A resistência térmica do EPS faz com que, por volta das 15h de um dia quente, quando o calor aquece o exterior do módulo, a temperatura interna fique 5°C mais baixa. O conforto térmico promovido pelo poliestireno expandido conta com um aliado: a ventilação cruzada dos módulos.

Nos projetos da empresa, os vãos das janelas representam, no mínimo, o exigido pela NR 18, ou seja, área de ventilação natural equivalente a 15% da área de cada ambiente. A proteção termoacústica do teto dos containers é feita com telhas sanduíche de espuma rígida de poliisocianurato (PIR). “Do ponto de vista acústico, é uma ótima solução, inclusive porque retém eventual infiltração de água”, comenta.
 

Projetos variados


Nos projetos da Container Box, a escolha dos materiais de isolamento termoacústico é guiada por fatores como desempenho em situações de incêndio, facilidade de aplicação e instalação, salubridade do espaço, absorção de água e umidade, impacto ambiental, resíduos, durabilidade e relação preço x desempenho. “Pelo fato de usarmos conjuntos de soluções térmicas, não avaliamos os produtos só por desempenho, mas contamos com as descrições técnicas de cada família de produtos antes de escolhermos o mais adequado para determinado projeto. O certo é que priorizamos a minimização do uso de equipamentos como ar-condicionado e aquecedores elétricos”, ressalta Corbas.

Casa container Casa Container – Casa Orleans Curitiba (foto: Tatiana Stavitiski)

De acordo com Tateishi, a Lafaete atende de forma crescente projetos assinados por arquitetos para empreendimentos como colégios particulares de alto padrão e lojas franqueadas. “Como a construção com container pode ser integral e facilmente removível, é comum que essas lojas façam teste da localização ou dimensões, podendo mudar para outro local ou ampliar sua área”, diz.

Um dos maiores projetos da empresa foi o fornecimento, para as Olímpiadas 2016, de 24 cozinhas, com 18 módulos de 250 m² cada, instaladas nos vários locais dos jogos, com capacidade para 3 mil refeições por turno. “Equipamos as cozinhas e demos treinamento para o pessoal que foi operá-las. Criamos um layout, de maneira a evitar que houvesse cruzamento entre as áreas sujas e limpas”, relata o engenheiro.

Para conhecer mais sobre o Grupo Isorecort, acesse o site www.isorecort.com.br

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