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Telha sanduíche com núcleo em EPS: aliada do conforto termoacústico

22/10/2019

Poliestireno expandido empregado no recheio das telhas tipo sanduíche atua como material isolante, graças à elevada quantidade de ar existente em seu interior

Vinicius Veloso

Telha sanduíche com núcleo em EPS: aliada do conforto termoacústico A telha sanduíche garante conforto termoacústico aos projetos (foto: divulgação/Grupo Isorecort)

A telha sanduíche é composta por duas chapas metálicas que recobrem uma camada de material isolante. Uma das soluções empregadas nesse ‘recheio’ é o poliestireno expandido (EPS), alternativa que proporciona conforto termoacústico ao projeto. “Além de coberturas residenciais, estacionamentos e áreas de lazer, o produto também é indicado em fechamentos laterais”, informa Carolina Luca Cavichioli, do departamento de Vendas Técnicas da Thermo-Iso.

Graças à elevada quantidade de ar existente em seu interior, o EPS é excelente isolante térmico por natureza. Quando presente na cobertura, paredes ou pisos da edificação, consegue até mesmo melhorar a eficiência de sistemas de aquecimento e ar-condicionado, gerando economia de energia elétrica. “Nas telhas sanduíche, o mais utilizado atualmente é o poliestireno expandido do tipo 1F, com densidade de 10kg/m³”, diz Cavichioli.

"Nas telhas sanduíche, o mais utilizado atualmente é o poliestireno expandido do tipo 1F, com densidade de 10kg/m³", Carolina Luca Cavichioli
 

A profissional complementa que, devido à parceria com o Grupo Isorecort, a Thermo-Iso consegue alternar essa densidade, variando de 1F até 8F conforme a necessidade de cada projeto. “A alteração da densidade do núcleo, assim como da espessura, aprimora a capacidade térmica da telha”, completa. Para recobrir o EPS, são utilizadas chapas de aço galvalume, que aumentam em até quatro vezes a vida útil de todo o conjunto.
 

Propriedades técnicas


As telhas sanduíche com núcleo em EPS são fabricadas com dimensões padronizadas. O tamanho varia conforme o modelo, sendo que o máximo são 12 metros de comprimento. “A Thermo-Iso utiliza código de produto que descreve as medidas da peça. Por exemplo, o modelo TR25/1020, em que TR é a sigla da empresa, 25 é a altura aproximada do trapézio em milímetros e 1020 é a largura útil da telha em milímetros”, detalha Cavichioli.

Além do modelo TR25/1020, estão disponíveis as geometrias TR35/1000, TR40/980 e TR100/950. Outra característica da solução é seu peso reduzido, em média 8 kg/m. “Mais leves do que a maioria das opções para coberturas disponíveis no mercado, permitem que as estruturas construídas para fixação tenham menos apoios (terças). Assim, proporcionam economia na compra de materiais (estruturas metálicas ou de madeira)”, avalia a especialista.
 

Instalação


Durante a instalação, a recomendação é que a fixação das peças seja feita na onda alta para reduzir o risco de vazamentos. “Vale ressaltar a importância de utilizar o parafuso correto para cada superfície. No caso da madeira, é o autoatarraxante (AA), enquanto o autoperfurante (AP) é indicado para as estruturas metálicas”, ressalta Cavichioli. Para realizar a fixação, a ferramenta escolhida tem rotação e torque regulados conforme a bitola do parafuso empregado.

Para evitar que as telhas sejam arrancadas por ventos mais fortes, é importante que seja usada a quantidade adequada de parafusos. “A recomendação é de quatro parafusos de fixação para cada telha por apoio (terça) e dois parafusos de costura por metro linear no transpasse longitudinal”, indica a profissional. Finalizado o trabalho, o local deve ser limpo para que as limalhas liberadas não causem corrosão das peças.

Quando as emendas entre as telhas são no sentido transversal, a indicação é que seja utilizado transpasse de, pelo menos, 300 mm. “Chamamos de transpasse transversal superior quando, na composição da telha, a chapa metálica superior é 300 mm maior do que a chapa inferior mais o núcleo. Já o transpasse transversal inferior é aquele em que a chapa metálica superior mais o núcleo são menores do que a chapa inferior”, explica Cavichioli.

É muito importante que a junção das telhas seja coincidente com os apoios; além disso, para evitar possíveis vazamentos, deve ser utilizada fita de vedação. “Trata-se de material flexível e de alta resistência à compressão, com largura variando entre 15 e 20 mm e espessura de 3 mm. Essa fita tem adesivo em uma das faces que adere facilmente às superfícies metálicas, bloqueando a passagem da água”, descreve a especialista, lembrando que o acessório também deve ser utilizado na aba de sobreposição longitudinal.
 

Qualidade


“Nossas telhas são confeccionadas com materiais de alto padrão de qualidade. Utilizamos apenas chapas metálicas galvalume que têm em sua composição alumínio e zinco, oferecendo assim durabilidade muito maior do que as peças galvanizadas. Já o EPS isolante utilizado nos núcleos e produzido pelo Grupo Isorecort respeita as normas técnicas e exigências, principalmente, em relação ao elemento que retarda a propagação do fogo”, fala Cavichioli.

"O EPS isolante utilizado nos núcleos e produzido pelo Grupo Isorecort respeita as normas técnicas e exigências, principalmente, em relação ao elemento que retarda a propagação do fogo", Carolina Luca Cavichioli
 

Fabricadas com a matéria-prima adequada, as telhas sanduíche com núcleo em poliestireno expandido dispensam o uso de proteções externas. Porém, são necessários alguns cuidados, como a colocação de veda onda que impede que o núcleo encharque com a água, ou então, seja danificado por pássaros ou insetos. “É preciso também avaliar a necessidade de perfis de acabamento lateral, rufos e calhas, que serão definidos conforme as características de cada projeto”, conclui.

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